Nascimento-22 de outubro de 1933
Rua- Felipe Benício, na margem esquerda do Rio Jaguaripe. Primitivamente chamada Rua Fontinha de Baixo
A Fontinha de Baixo era habitada por funcionários públicos, ferroviários e jornalistas, todos amadores.
Era um núcleo de intelectuais: artistas, músicos, cantores, poetas, teatrólogos e jornalistas, todos amadores.
Pais: Aurélio de Souza Veira e Meurina Vieira Sampaio. Grande parte da infância decorreu nessa rua, até os 14 anos de idade.
Batizado na igreja Matriz desta cidade pelo cônego Getúlio Carolino Rosa, no dia 19 de março de 1942, padrinhos: Clodoaldo da Paz e a profª Denise Vieira.
Costumava passar as férias em Salvador, Itaparica (Cacha- Pregos) e em cidades servidas pela Estrada de Ferro de Nazaré. A Estrada cortava a zona sudoestina do Estado até Jequié.
Na Fontinha de Baixo tornou-se amigo do poeta José Bonfim, do grande tribuno e advogado Ulisses Plácido do jornalista e poeta Laurentino Prazeres e tantos outros intelectuais da época, que ali residiam, não abstante a grande diferença de idade.
Fez o curso primário inicialmente na Escola José Marcelino de Souza, sob a direção da professora Guiomar Muniz Pereira. Depois, ainda no primário, foi matriculado na Escola Castro Alves, no Batatã, da rede particular.
Nesse período pôs em circulação (junto com o colega Miguel Reale de Cerqueira) um jornalzinho manuscrito. A enchente de 1952 levou toda a coleção.
Uma das distrações da época era nadar no Rio Jaguaripe e descer de canoa ou jangada em direção á foz. Os seriados do Cine Rioo Branco, esporte, festas religiosas, cívicas e populares e os eventos no âmbito escolar.
Fez o curso ginasial no Clemente Caldas, jána administração do ilustre educador Brasilio Machado da Silva Filho.
Cursou contabilidade na Escola Técnica de Comércio Clemente Caldas.
Quando estudava de Clemente Caldas, participou do jornal o ESTUDANTE cuja coleção está arquivada na biblioteca do CAM. Esse jornal teve o primeiro número ainda datilagrafado pelo estudante Gilvan Freitas Ferrari; a partir do segundo número passou a ser impresso na gráfica Noel, dirigido por Nasciso Pitanga Júnior, Newton Domini e Miguel Cerqueira. Era um jornal noticioso e literário. Nesse período o prof. Renato Muniz Fiúza criou a Associação Cultural Anísio Melhor. Essa associação realizou vários intercâmbios em cidades vizinhas, palestras e diversas atividades culturais, inclusive exibição de filmes com a participação do biografado, um dos seus diretores.
Nomeado professor para a Escola Profissional Ferroviária de Nazaré, (estadual, em convênio com o SENAI), ali lecionou Português e Ciências por dez anos.
Exerceu o magistério também no Educandário de Nazaré.
Lecionou E. P. B. e Comunicação e Publicidade na Faculdade de Formação de Professores da Uneb em Santo Antônio de Jesus. E nos cursos de Alimentação Escolar, de Relações Humanas (realizado pelo SENAC) e Literatura Infantil para o magistério primário.
Em 1954, fundou o Jornal O ALVITRE, com Newton Domini Luiz Lúzi e Narciso Pitanga. Jornal noticioso e político que deu novo impulso á imprensa local, sendo o primeiro do interior a circular em cores. O ALVITRE ainda circula, embora sem periodicidade determinada.
Na imprensa local vem atuando desde os tempos do ginásio, tendo colaborado com vários jornais locais, com a publicação de reportagens, artigos, crônicas e contos, dentre ele o GRITO, A LUTA, A TRIBUNA DE NAZARÉ, e também na imprensa baiana DIÁRIO DE NOTÍCIAS, (correspondente) e ATARDE. Colabora também com a REVISTA ARTPOESIA, que se edita na capital baiana.
Em 1959 com a encapação da Estrada de Ferro de Nazaré foi transferido para Salvador. Ali como jornalista profissional ingressou no jornal A TARDE. Nesse período continuou exercendo o magistério, prestou serviço na Consultoria Jurídica da Secretaria de Transportes e Comunicações, na Câmara de Vereadores do Salvador, tendo também exercido a função de professor de Português no Centro de Treinamento de Mataripe. na Petrobrás.
Em 1967, com a fundação do Colégio Dr. Aurélio Miranda, foi convidado pelo professor Hildérico Oliveira para dirigir o referido colégio, onde se encontra até hoje.
Bacharelou-se em Direito em 1965, pela Universidade Católica do Salvador, tendo exercido a advocacia em Salvador, Mata de São João, Santo Antônio de Jesus, São Miguel das Matas, Nazaré e outras localidades.
Em 1967, transferiu-se, como professor, para Nazaré ficando lotado de colégio Gov. Luiz Viana Filho, tendo ali exercido além das funções de professor a de vice-diretor e diretor.
Em 1970 junto com o professor. Hildérico Oliveira reabriram com o apoio da Prefeitura de Aratuípe, o Colégio Municipal Rocha Pita, vindo depois a dirigi-lo por algum tempo, com a estadualização.
Atuando na politíca local, fundou na década de 50 o Partido de Representação Popular.
Com o estabelecimento do bipartidarismo, pela Revolução de 64, filhou-se à ARENA, conforme a orientação do seu partido (PRP) no âmbito nacional. Em 1976 concorreu pela ARENA-2 à eleição municiopal para vice-prefeito na chapa encabeçada pelo Dr. João Tourinho Filho, cuja chapa saiu vitoriosa. Essa eleição foi a primeira após a criação do cargo de vice-prefeito. Dessa forma foi o primeiro vice-prefeito do Município.
No bipartidarismo não era permitida a junção na mesma chapa de candidatos de partidos opostos, mas a chapa Tourinho- Lamartine teve o apoio de (M D B) hoje (PMDB), devido à ligação do vice ao PMDB local, pelo qual apoio inclusive a candidatura ao senado de Rômulo Almeida, bem como o doutor Hildérico Oliveira para Câmara Federal, (ambos do MDB).
Foi também redator de debates da Câmara Municipal local durante várias legislaturas. Exerceu a partir, de 1967, a consultoria Jurídica deste Municipio. Integrou a Câmara Júnior desta cidade.
Em 1995 publicou o Livro PORTA DO SERTÃO (em preparo para a 3ª edição).
Foi diretor-Jurídico da Liga Desportiva do Município de Nazaré. Participou do I Seminário (Perspectivas de Nazaré). Outras anotações: Gráfico pela Escola Magistral (com o Diploma de Honra ao Mérito), diploma do Grupo Teatral de Vera Cruz; premiação no concurso de contos de Revista Brasília; Curso de Raja loga (Voppus Stella Maris) de São Paulo; Título de Honra ao Mérito da Oficina de Teatro Artes Kouraça; Participou do Simpósio da Feira de Saúde de Nazaré, membro honorário de Núcleo Alfa Luz da Acácia, da Loja Maçônica Fraternidade Nazarena, membro efetivo da Loja Maçônica Hiran com diplomação por serviços prestados; escolhido pela Academia Brasileira de Estudos e Pesquisa Literárias para inclusão no volume XIII da Enciclopédia Brasileira Contemporânea- 2005 Rio de Janeiro; recebeu a medalha dos 500 do Centenário de Juscelino Kubitschek; cursos: Formação de Delegado de Polícia (Academia de Polícia da Bahia): Comunicação Oral - (Escola de Comunicação Oral do Rio de Janeiro); Aluno Mestre de Português (aperfeiçoamento - UFBA); Oratória- (Escola de Comunicação Oral); Comunicação Verbal (TPD/IOB); Estudos Jurídicos Penais (ADPEB); Artes Plásticas na Educação; Folclore Nordestino; Estudos Pedagógicos; Legislação Empresarial- (IOB); Processo Civil (IOB); Estudos do Direito do Trabalho, participou do projeto encontro com escritor, pela Fundação Pedro Calmon. Presidente por várias gestões da Sociedade Montepio dos Artistas Nazarenos.
Colabora com contos e crônicas na Revista de ALER (de que foi um dos fundadores). Incluído na XVI Antologia de Poetas e Escritores do Brasil (2003). Verbete no Dicionário de Autores Baianos (Secretaria de Cultura da Bahia). Participou das Coletâneas: O Sussurrar do Jaguaripe; www.versos.com.br Mural Literário Jose Bonfim; Ecos Castroalvinos (Revista Cultural Artpoesia); dentre outros.
Recebeu o troféu José Bonfim pelo Centro Cívico do Colégio Dr. José Marcelino de Souza.
Agraciado com o titulo de sócio benemérito da Sociedade Montepio das Artistas Nazarenos.
De mais a influencia dele na minha terra, triste que muitos tenham esquecido dele ou que outros assim eu não conhecia tal grande historia e bem feito para a sociedade...
ResponderExcluirHá uma grande, descoberta em relação a Família Melhor em Nazaré das Farinhas em que faz parte de atribuição humanitária de revitalização da história da cidade com contos dos mas velhos ainda enquanto vivos da família que acredito eu que foi uma das primeiras família a fundar a cidade de Nazaré das Farianhas chagadas de Portugal para tentar a vida aqui nessa cidade maravilhosa que é Nazaré das Farinhas esse artigo é de sumula importância para a revitalização da alma de nossa cidade.
ResponderExcluirFoi meu professor de Latim no colégio Aurélio Miranda em 1968.
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